Até que ponto ser diferente é ser especial?

Até que ponto ser diferente é ser especial?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

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Causas

Não se sabe ao certo quais são as causas desta doença. No entanto são indicadas duas possíveis causas:
~ Genética - Pode existir uma possível explicação genética, no entanto não se pode garantir que esta seja a única causa.
~ Questões neurológicas – As dificuldades na linguagem, retardos mentais entre outros, levam a crer que, possivelmente as causas desta doença têm origem a partir do cérebro. É no cérebro que as ligações e os mensageiros químicos, chamados neurotransmissores, permitem aos neurónios, em varias partes do cérebro, trabalharem em conjunto, sendo que , normalmente estes problemas acontecem em partes do cérebro ligadas á comunicação, emoções e sentidos, facto esse, que vem apoiar que a causa do autismo está relacionado com o cérebro.


Estima-se que actualmente um em cada 150 recém-nascidos seja autista, ocorrendo uma maior incidência no sexo masculino, de 4 meninos para 1 menina.



Aspectos neurológicos

O comportamento autista tem sido relatado nas patologias clínicas do lobo temporal.
O lobo temporal é fulcral para o processamento de numerosos estímulos ambientais que ingressam no sistema nervoso por meio dos órgãos sensoriais visuais e auditivos.
O comportamento autista está associado a um padrão anormal de activação auditiva do córtex temporal esquerdo.
O cérebro é a sede da sensibilidade dos movimentos voluntários e das faculdades intelectuais e corresponde à zona mais volumosa do encéfalo. É constituído por duas metades, os hemisférios cerebrais.



domingo, 11 de abril de 2010

Características comuns nos autistas

Cada autista tem características específicas. Alguns são mais sociais, outros mais intelectuais, mas com hábitos muito consolidados, reagindo com dificuldade em certas situações.
Essas características são:
- Défice intelectual;
- Boa capacidade de memorização mecânica;
- Dificuldade de interacção social;
- Hipersensibilidade aos estímulos visuais e auditivos;

- Grande dificuldade na comunicação, como o contacto visual, expressão facial, ou gestos;
- Escolhem as pessoas com quem se querem socializar;
- Padrões repetitivos;
- Auto-mutilações, ou seja, magoam-se a eles próprios;

- Mostram o interesse por partes de um objecto, e não pelo todo. Por exemplo: fixam-se somente na roda do carrinho ou na boca de alguém que está a falar;
- Preferem uma vida com rotinas e ficam perturbados quando essas rotinas se alteram.

Dia Mundial de Consciencialização para o Autismo

No dia 2 de Abril, comemorou-se o Dia Mundial do Autismo, criado pela ONU em 18 de Dezembro de 2007, precisamente para a consciencialização acerca desta questão. Na comemoração este ano, a ONU apresentou como 70 milhões o número de pessoas afectada por esta doença.

O nosso grupo decidiu juntar-se às comemorações e durante o dia 1 e 2 de Abril elaborámos um inquérito à população da nossa cidade (Tomar). No inquérito estavam colocadas as seguintes questões:
  • já ouviu falar em autismo?
  • sabe o que é o autismo?
  • conhece alguém autista?
  • lida com alguém autista?
  • acha o tema interessante [para divulgar]?

Conseguimos fazer o inquérito a 100 pessoas, às quais distribuímos um folheto com mais informações. Conseguimos fazer um balanço positivo, na medida em que a maioria das pessoas já ouvira falar de Autismo, no entanto, notamos que algumas confundiam a doença com surdez, isto devido ao facto dos autistas, por vezes, agirem como surdos, ao ignorarem as pessoas à sua volta.

Foram dois dias muito produtivos, principalmente porque pudemos ensinar algo às pessoas que não conheciam a doença.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

o que é o autismo?


É uma alteração neurológica que perturba a capacidade de uma pessoa comunicar e de estabelecer relacionamentos, algumas das crianças autistas apresentam também deficiência mental e atrasos no desenvolvimento da linguagem.


O termo autismo refere-se às características de isolamento e auto-concentração das crianças.

A maioria das crianças não fala e, muitas vezes quando falam é comum fazerem repetições de sons ou mesmo de palavras, a isto dá-se o nome de inversão pronominal.


Uma criança autista faz uma interpretação diferente dos contextos. Para as crianças autistas é difícil a relação com os outros, e gostam de seguir rotinas que são sempre iguais.